De acordo com Robertson (2015) os objetivos de qualquer investigação geotécnica são os seguintes: obter informações a respeito da natureza e sequência estratigráfica do solo, determinar o nível do lençol freático no terreno e obter informações a respeito das propriedades físicas e mecânicas do solo. Dentre os diversos métodos utilizados para sondagens, dois em particular se destacam pela grande difusão em diversos países.

O Standard Penetration Test (SPT) é reconhecidamente a mais popular e econômica ferramenta de investigação geotécnica em todo o mundo. Métodos bastante difundidos de projetos de fundações rasas e profundas usam consideravelmente os resultados do SPT, especialmente no Brasil. O procedimento desse método consiste na cravação do amostrador padrão, com diâmetro externo de 50mm, no fundo de uma escavação realizada por tradagem ou circulação de água. A cravação é feita por um peso de 65kg caindo de uma altura de 750mm. O NSPT é o número de golpes necessário para cravar o amostrador 300mm no solo, após uma cravação inicial de 150mm. Esse valor obtido no ensaio pode depois ser usado para obter uma estimativa da densidade relativa do solo e para estimar parâmetros de projeto, por meio de formulações empíricas.

O Cone Penetration Test (CPT) e suas versões mais modernas, como o CPTu (que faz medições da poropressão – u2 – no solo à medida que ocorre a cravação do cone) e o SCPT (que faz medição da velocidade das ondas de cisalhamento – Vs), também têm grande aplicação em uma grande variedade de solos. O ensaio consiste na cravação contínua de um cone no solo a uma velocidade constante de 1 a 2 cm/s (sendo 2 cm/s a velocidade mais usual) enquanto o monitoramento contínuo da resistência de ponta e lateral à penetração do cone é feito. O Cone possui ângulo de 60° e área de 10 ou 15 cm² de seção transversal. Conectado ao computador, o ensaio fornece a resistência de ponta (qc), a resistência lateral (fs) e a poropressão (u2) à medida que a penetração é feita. Dessa forma, tem-se um ensaio rápido e contínuo que fornece informações detalhadas a respeito do perfil estratigráfico. Além disso, esse método é completamente automatizado e, portanto, sofre pouca influência do operador. Outra vantagem está no fato de ter grande respaldo teórico para sua interpretação e ter um grande número de formulações empíricas confiáveis e disponíveis. Atualmente, esse método vem sendo muito usado para o estudo do potencial de liquefação em barragens de rejeito.

A GeoFast oferece um curso de Interpretação de Ensaios e Parâmetros Geotécnicos em sua sede em BH onde esse assunto é abordado. Além desse tópico, o curso aborda também ensaios de caracterização granulométrica e ensaios de resistência (Triaxial e Cisalhamento Direto). Nesse curso são introduzidos os conceitos dos ensaios seguidos de exemplos reais, para que os alunos consigam aplicar os conhecimentos aprendidos.